segunda-feira, 15 de março de 2010

LESÕES


Saiba como identificar e tratar a lesão na cartilagem do joelho, que é comum em praticantes de atividades físicas

Apesar de indesejáveis, as lesões são algo normal na vida dos atletas, e os joelhos costumam ser uma das partes do corpo que mais sofrem com a prática do esporte. Um dos problemas mais comuns nesta região é a condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral ou “joelho de corredor”), que é um amolecimento da cartilagem articular.

“A palavra condromalácia significa amolecimento da cartilagem, porém, a condromalácia patelar não é apenas isso, mas também toda alteração que existe na cartilagem articular”, explica o Dr. Moisés Cohen, Professor Livre-Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

“Este amolecimento na cartilagem provoca síndromes de dor na parte anterior do joelho, e é uma lesão que costuma acometer mais as mulheres, pois elas possuem a bacia mais larga e há uma sobrecarga na articulação”, completa o Dr. José Marques Neto, ortopedista da Clínica Paulista de Esportes e da Clínica do Dr. Osmar de Oliveira.

As causas

A condromalácia patelar pode ser causada por traumas diretos, como um choque, ou por desvios esqueléticos que provocam o desgaste na cartilagem. “Peso excessivo, falta de fortalecimento muscular, músculos pouco alongados e repetições de exercícios com cargas altas também podem acarretar no problema”, alerta Marques.

Os principais sintomas desta lesão são dor na região anterior do joelho ao subir e descer escadas ou ladeiras, ao levantar de uma cadeira, agachar-se, praticar exercícios físicos ou até mesmo manter o joelho flexionado sem fazer qualquer movimento; crepitação e estalidos ao flexionar e estender o joelho; e edema e derrame articular ocasionado pelo excesso de líquido sinovial formado no processo inflamatório.

As soluções

Para tratar a condromalácia patelar, Cohen explica que primeiro é preciso corrigir as causas da lesão. “Se o problema foi provocado por mau alinhamento, primeiro temos que tratar isso, para depois cuidar da lesão focalizada”, diz o ortopedista. “Em alguns casos, é necessário fazer cirurgia. Hoje em dia, existem diferentes e modernos procedimentos cirúrgicos para o tratamento”, completa.

Para os casos que não são tão graves a ponto de precisar de cirurgia, são indicados alguns exercícios e orientações, para evitar que o problema aumente. “A pessoa precisa fazer exercícios de fortalecimento e alongamento muscular e treinamentos funcionais, para melhorar o equilíbrio e os movimentos”, afirma José Marques Neto. “Quem tem a lesão deve evitar fazer exercícios com movimentos repetitivos, ficar sentando e levantando o tempo todo ou agachar”, completa Moisés Cohen.

Por Cesar Candido dos Santos

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


Sedentarismo prolongado eleva risco de problemas de saúdeFonte: Folha Onlinepublicidade
Hábitos ativos devem ser incorporados na rotina, dizem especialistas; efeitos do ócio em excesso não são revertidos com exercícios.

Passar boa parte do dia inativo aumenta o risco de morte e de problemas de saúde, ainda que o indivíduo pratique algum tipo de atividade física formal. O alerta vem de dois artigos publicados neste mês.

O primeiro deles, assinado por médicos do Instituto Karolinska (Suécia) e divulgado no "British Journal of Sports Medicine", sugere que ficar sentado por períodos prolongados é "verdadeiramente danoso ao organismo", independentemente da prática sistematizada de exercícios -na academia, por exemplo.

Eles afirmam que estudos recentes estabelecem que ficar sentado por longos períodos e a falta de atividade muscular são fatores de risco independentes para doenças.

"É cada vez mais fundamentado pelos estudos que é preciso incorporar mais atividade física no dia a dia. O conforto da vida moderna é o grande vilão, porque trocamos muitas das atividades que poderíamos fazer pelo apertar de um botão", afirma a fisioterapeuta Gerseli Angeli, diretora-científica do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte) da Universidade Federal de São Paulo.

É o que também mostra a pesquisa australiana publicada no periódico "Circulation", que analisou risco de mortalidade e tempo inativo. Após avaliarem 8.800 pessoas com mais de 25 anos durante seis anos, os pesquisadores constataram que cada hora passada em frente à TV aumenta em 11% o risco de morte por qualquer causa e em 18% o risco de morte por problemas cardiovasculares, mesmo após excluírem fatores de risco já conhecidos, como colesterol, tabagismo, gordura abdominal e prática moderada de exercícios.

No artigo, afirmam que "ainda que a ênfase para a prática de exercícios moderados ou intensos deva permanecer, os achados do estudo sugerem que reduzir o tempo em frente à TV ou de comportamento sedentário também ajuda a prevenir problemas cardiovasculares e morte prematura".

Os pesquisadores afirmam que é necessária uma investigação mais profunda para estabelecer os mecanismos que relacionam longos períodos de inatividade a uma saúde mais pobre. Uma das hipóteses é a ação de uma enzima que tem papel fundamental na regulação dos níveis de gordura no sangue -e que ficaria alterada nos longos períodos sedentários, podendo levar a mudanças metabólicas, como colesterol alto.

Por causa dessas respostas fisiológicas, dizem os cientistas, as mudanças no organismo após o excesso de ócio não são anuladas com o aumento de exercício físico. Por isso, é aconselhável não passar longos períodos inativo.

Gasto calórico

Segundo o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o gasto energético semanal acima de 2.000 calorias em atividades também é associado, em trabalhos científicos, a uma menor mortalidade geral.

"Isso equivale a 32 km percorridos a pé. Na academia, há uma chance razoável de chegar a isso, mas incorporar hábitos ativos no dia a dia eleva a probabilidade de alcançar a meta."

Um outro trabalho, diz Lazzoli, já mostrou que subir mais de 55 lances de escada por semana reduz a mortalidade em 23%. "Alguns cânceres têm ligação com gasto energético, como o de mama", acrescenta.

Por esse motivo, é indicado tornar a rotina mais ativa, preferindo a escada ao elevador e fazendo caminhadas curtas.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ADIDAS VERÃO 2009!!!


VLW PELA ÚLTIMA CORRIDA DO ANO!!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MUSCULAÇÃO PARA CRIANÇAS


Crianças e jovens devem receber orientação correta para atividades físicas regulares

A questão não tem uma resposta simples, uma vez que a oferta nas academias são numerosas. Então, qual seria a atividade mais indicada para crianças e jovens? As crianças podem fazer musculação?

Como o sedentarismo tornou-se epidêmico, com o contraponto de pessoas que praticam exercícios físicos de forma extenuante, é importante que os pais estejam alertas também para os excessos, não deixando seus filhos à mercê de influências de culto ao corpo, com riscos à saúde.

Os problemas que envolvem algumas práticas físicas são as falsas ideias propagadas que se transformam em mitos, observa o educador físico Humberto Barroso da Fonseca. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que a musculação era só para jovens que desejavam esculpir seus corpos com músculos.

Hoje, a musculação orientada (ou trabalho de força) é indicada para várias idades, inclusive para idosos. No caso das crianças, há restrições com a atividade que não receba suporte de um médico do esporte e também de um educador físico.

Cedo demais, não!

"O que precisamos questionar é qual a motivação dos pais (como no caso de algumas crianças bem pequenas que aparecem com músculos delineados, na internet) para conduzirem seus filhos ao treinamento tão cedo", diz o educador físico. Pondera, por outro lado, que muitos pais creem que sua escolha é acertada quando estimulam seus herdeiros de sete, oito anos a praticarem judô, embora nem imaginem que os pequenos levantarão outra criança de 30 quilos, o que para eles já é também uma sobrecarga, capaz de causar prejuízos à sua estrutura presente e futura.

As crianças não devem também ser estimuladas cedo demais aos esportes competitivos, avisa Humberto. Dentre tantas, ele se refere à prática do basquete, cujo mito é que esse esporte leva seus praticantes, precocemente, a crescerem mais do que a média das pessoas.

"Na realidade, o que ocorre é que cada esporte seleciona o atleta com o biotipo adequado para seus movimentos e manobras. Portanto, os garotos mais altos são sempre eleitos para os times de basquete e vôlei", sinaliza.

Todo esporte contribui muito para o desenvolvimento físico do praticante, desde que bem acompanhado e orientado. Humberto costuma dizer que a prática física é bastante similar à dosagem de medicamento, pois o mesmo que pode curar, em altas dosagens, poderá prejudicar.

Pensar na atividade física sempre de acordo com as próprias necessidades do indivíduo é o mais indicado, mesmo porque, após a avaliação física, a criança, o jovem, o adulto e, também o idoso, devem se tornar responsáveis por aquilo que abraçam praticar com satisfação e sabedoria.

Dr. Marcus Strozberg acrescenta, às palavras do educador físico, o fato de alguns esportes exigirem, de fato, que o atleta ou desportista tenha uma meta a ser alcançada. Por isso, eles almejam uma alta performance. O que jamais deve ser exigido de crianças e idosos, pelo contrário, para estes, quanto mais prazerosa for a prática, mais fácil e satisfatória será sua continuidade pelos praticantes.

O objetivo é criar hábitos saudáveis, que só podem ser mantidos com estímulo. Estudo recente revela que crianças de até 12 anos com um dos pais ativo, têm 30% de chances de se modelar em seu genitor. Com os dois pais ativos, esse percentual cresce para 70%".

Atitude

"Crianças e adolescentes que fazem exercícios devem ser supervisionados por um educador físico"
Dr. Marcus Strozberg (Médico do esporte)

"Pesquisas revelam que os pais não levam a sério a obesidade e inércia dos filhos"
Humberto da Fonseca (Educador físico)

Entrevista com o Dr. Marcus Strozberg

Jogos lúdicos e brincadeiras são para as crianças e os esportes para os jovens

A partir de que idade é indicado praticar musculação?
Esta questão é muito controversa. De fato, não há uma regra geral, embora costumamos dizer que a liberação para as atividades de força devam ocorrer assim que o jovem entra na maturação biológica (por volta dos 14, 15 anos). Isto é distinto para cada um dos sexos e depende da constituição familiar.

Uma criança pode pegar peso?
As atividades na infância devem ser mais as lúdicas e leves possíveis, com brincadeiras.

O que os pais devem fazer?
As crianças e os jovens hoje passam muito tempo parados diante da TV, computador e videogame; eles precisam estar mais ativos. A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte recomenda que a escolha da atividade seja a mais satisfatória, de forma a tornar possível se manter ativo a vida inteira.

Estar em academia é bom?
As academias não estão preparadas para receberem crianças, portanto, como o ambiente é muito diverso, disperso e com objetivos distintos, não vejo como um ambiente para crianças.

Médico, especialista em Medicina Esportiva e-mail: strozbergmedsport@uol.com.br

por ROSE MARY BEZERRA

Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Mulher tem maior resistência muscular
Fonte: BemStar
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Graças ao poder do hormônio estrógeno, o sexo feminino é menos propenso ao cansaço dos músculos. Um estudo apresentado no último encontro anual da Sociedade Americana de Fisiologia, em Portland, nos Estados Unidos, revelou que a resistência muscular das mulheres seria três vezes superior à dos homens.

A pesquisa foi feita na Universidade do Colorado, também localizada nos Estados Unidos, onde um grupo de cientistas americanos avaliou cerca de vinte participantes de ambos os sexos enquanto praticavam atividade física.

Nos exercícios em que testaram os músculos flexores do cotovelo, por exemplo, os voluntários tiveram que manter os braços em uma posição rígida enquanto medíamos o tempo. Em seguida, deviam segurar uma sacola no punho com um peso equivalente a dois sacos de compras. Os resultados foram surpreendentes.

As mulheres demonstraram ser capaz de manter a contração dos músculos por 75% a mais de tempo. Investigações prévias haviam chegado a conclusões similares. Mas esse estudo revelou as razões sobre as diferenças da resistência muscular. As mulheres parecem ter melhor circulação nos músculos, que se tornam menos propensos ao cansaço.

Outra descoberta do estudo apóia essa teoria: a pressão sangüínea das mulheres e o ritmo cardíaco também eram mais baixos que os medidos nos homens. Os estrógenos promovem a circulação sangüínea.

A equipe ainda descobriu que as mulheres resistem mais que os homens durante o trabalho aeróbico. Os estrógenos, de novo, podem explicar essa vantagem feminina. Esse hormônio parece ajudar o corpo a conservar os carboidratos de maneira que as mulheres mantêm a energia para usar na hora dos exercícios.